domingo, 24 de maio de 2015

Texto de Apoio "Nascidas das Revoluções: invenções e descobertas que modificaram o mundo."




Universidade Estadual da Paraíba

Central Integrada de Aulas- CIA

Departamento de História- DH

Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência- PIBID/CAPES

Subprojeto de História

E.E.E.F.M. Professor Raul Córdula

Supervisora: Ivanilda Matias Bezerra     Bolsista: Jéssica Salvino Mendes

Série 9º ano              Turma: "e"     Turno: Tarde 


Texto de apoio:


 Nascidas das Revoluções: invenções e descobertas que modificaram o mundo.

A Revolução Industrial foi um período de intensas transformações econômicas e sociais. Ela de fato modificou a estrutura dos modos e dos meios de produzir e introduziu primeiramente na Europa o modelo da fábrica moderna.
Em sua primeira fase ocorrida na Inglaterra do século XVIII, a Revolução Industrial substitui o trabalho manufatureiro pelo trabalho fabril e transferiu a energia física humana para a energia mecânica das máquinas.
Mas, por que a Inglaterra saiu na frente no processo da Revolução Industrial? Quatro fatores podem ser apontados como importantes para isso. O primeiro deles vinha ocorrendo desde o século XVI: o mercantilismo, que levou a Inglaterra ao acumular capital, a expandir seu comércio, a ter nas mãos o monopólio do tráfico de escravos e à prática da pirataria. O segundo fator, foi a mão de obra disponível por conta do processo de cerramento dos campos (Enclosure Acts) que resultou no êxodo rural dos camponeses para as cidades. O terceiro fator importante foi a Revolução Gloriosa, a partir dela a burguesia derrubou a monarquia absolutista, e ascendeu política, social e economicamente. Alguns fatores naturais também contribuíram para este processo, foi o caso das jazidas de carvão, fonte vital para a máquina a vapor.
O vapor e o ferro foram os personagens principais no palco das invenções desta primeira Revolução, que levaram ao desenvolvimento dos setores têxtil, siderúrgico e agrícola. Vejamos a seguir os principais inventos e seus criadores:
Em 1733, Jhon Kay criou a laçadeira mecânica, que favoreceu uma série de melhoramentos no processo de fiação e tecelagem do algodão, agora mecanizado. James Hargreaves aperfeiçoo em 1756 sua máquina de fiar a Spinning Jenny como inúmeros furos, o que levou ao aumento da produção. O tear mecânico de Edmund Cartwright criado em 1784, se adaptou mais tarde ao uso do motor a vapor, criado em 1776 por James Watt, resultando no aumento da produção e menor preço dos produtos finais. Já o descaroçador de algodão, criado em 1793, pelo norte americano Eli Whitney possibilitou a separação rápida e eficaz do algodão da sua semente.
Mas adiante no inicio do século XIX, a primeira Revolução Industrial dava seus sinais de avanço. Em 1800 o italiano Alessandro Volta trouxe ao mundo a primeira pilha elétrica, ou pilha de Volta e o norte americano Robert Fulton (1765-1815) em 1807 criou o barco a vapor, que permitiu a embarcação locomoção sem a dependência do vento.
A partir da segunda metade do século XIX o mundo assistiu o desenvolvimento do capitalismo ultrapassar as fronteiras da Inglaterra. Pelo resto da Europa, nos Estados Unidos da América e no Japão a intensa aceleração da indústria associada a este avanço capitalista, resultou na segunda fase da Revolução Industrial. Esta segunda fase se evidenciou pelas invenções e descobertas que, aliadas a ciência moderna impulsionaram o universo da indústria das comunicações e dos transportes. Foi uma revolução cientifica na tecnologia da época, como é possível perceber nas descobertas e invenções expostas abaixo.
No ano de 1856 o engenheiro britânico Henry Bessemer descobriu através do processo que leva seu sobrenome, como produzir o aço. O material mais barato e resistente do que o ferro servia a indústria bélica, a construção civil e na fabricação de maquinário. Em 1870, Zénobe Gramme inventa o dínamo. Esta peça ficou sendo responsável pela produção de energia e sua transmissão à longa distância possibilitou mais tarde a lâmpada incandescente inventada por Thomas Edison em 1881.
Em 1876 o italiano Antonio Mucci cria o telefone, que no mesmo ano foi patenteado pelo britânico Alexander Graham Bell. O microfone de carbono é descoberto pelo inventor inglês David Hughe em 1878. Já em 1889, Emile Berliner desenvolve o gramofone, aparelho que permite reprodução e gravação mecânica do som. Ainda na área da comunicação em 1901, 75 anos após o telefone, é criado o rádio pelo italiano Guglielmo Marconi.
Mas nem só de inventores o mundo das criações foi feito. Muitas inventoras também deixaram suas marcas. A norte americana Josephine Cochrane criou em 1856 uma eficiente máquina de lavar louças e mais a frente, já no inicio do século XX outra norte americana Mary Anderson cria em 1903 o limpador de para-brisas. Em 1889 a enfermeira Letitia Geer cria o modelo de seringa moderna, que facilitou bastante a rotina dos profissionais da área da saúde. E ainda nesta área, destaca-se o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen responsável por produzir o efeito do raio-X que auxiliou no diagnostico de doenças através de imagens.
Todas essas invenções e descobertas ocorridas com a Revolução Industrial em suas duas fases, causaram inúmeras rupturas e trouxeram algumas consequências para o mundo. Essas mudanças ocorreram na economia, com o avanço do capitalismo na ciência, com o desenvolvimento da medicina, na cultura com as mudanças de hábitos e costumes e no social com o enriquecimento rápido de alguns e a pobreza crescente de muitos.

Referências:
BOULOS, Alfredo Júnior. Industrialização e imperialismo. In: História Sociedade & Cidadania. São Paulo: FTD, 2009, p. 10-13.

MOCELIN, Renato; CAMARGO, Rosiane de. No mundo das fábricas: industrialização e trabalho. In: História em Debate. 3 ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2013, p. 150-157.

PEDRO, Antonio; LIMA, Lizânias de Souza; CARVALHO, Yone de. Revoluções Inglesas. In: História do mundo Ocidental. São Paulo: FTD, 2005, p 232-240.
Só biografias. Disponível em: <http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/index.html?submit=Home+Page>. Acesso em: 20 de Março de 2015.

Veja 10 mulheres inventoras que revolucionaram o mundo. Disponível em: <http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/veja-10-mulheres-inventoras-que-revolucionaram-o-mundo.html>. Acesso em: 20 de Março de 2015. 

























Plano de Aula do texto de apoio "Nascidas das Revoluções: invenções e descobertas que modificaram o mundo."


UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA 

E.E.E.F.M. PROFESSOR RAUL CÓRDULA

COORDENADORA DE ÁREA: AURICÉLIA LOPES PEREIRA

PROFESSORA SUPERVISORA: IVANILDA MATIAS BEZERRA

BOLSISTA: RAYSSA EUTÁLIA GURJÃO COUTINHO BORGES

SÉRIE: 9º ANO         TURMA: "E"       TURNO: TARDE

DURAÇÃO DA AULA:  45 MINUTOS


PLANO DE AULA

 

1. TEMA
Revolução Industrial

2. EIXO PROBLEMATIZADOR
Analisar a importância das invenções e descobertas que modificaram o mundo na época da revolução industrial em suas duas fases.

3. JUSTIFICATIVA
A revolução industrial foi um período de intensas transformações, dividida em duas fases, a primeira ocorrida inicialmente na Inglaterra no século XVIII, introduziu o modelo de fábrica moderna na Europa e possibilitou algumas invenções, a segunda ocorrida na metade do século XIX, a partir do avanço do capitalismo, além de se estender para vários países, ficou marcada pelo avanço cientifico do período, suas descobertas e invenções que impulsionaram diversos setores, proporcionando consequências para o mundo. Desta forma, é preciso voltar o olhar para este momento de nossa história, a fim de que se compreenda a importância deste período e das invenções e descobertas que o mesmo proporcionou assim como seus inventores.

4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Analisar como ocorreu o processo da revolução industrial;
  • Identificar as principais invenções e seus respectivos inventores;
  • Visualizar e compreender as invenções das duas fases da revolução e sua importância para o mundo.
5. METODOLOGIA E RECURSOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS
Texto introdutório e a utilização do “Jogo da Memória: Revolução Industrial” em sala de aula.

6. RECURSOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS
  •  Jogo;
  • Debate em sala.
7. AVALIAÇÃO
  • Leitura e debate do texto e aplicação do “Jogo da Memória: Revolução Industrial"



quinta-feira, 23 de abril de 2015

OFICINA: História e Fontes Históricas.

Esta oficina tem o objetivo de orientar os alunos à temática através do livro a partir disto serão questionados sobre o que é história, quais são os tipos de fontes históricas, como é realizado trabalho do historiador e quem faz a história, aplicada no 6ºAno 'D'.

CAMPINA GRANDE - PB, EM 26-03-2015.


FOTOS do Jogo de Cartas “Qual é a Fonte Histórica?”.

JOGO PEDAGÓGICO PIBID HISTÓRIA UEPB CAMPUS I

PIBID - UEPB - Campus I - Sub- Projeto de História.

Escola Estadual de Ensino Fundamental de Aplicação


Turma: 6º Ano


 Jogo de Cartas “Qual é a Fonte Histórica?”é um jogo pedagógico de cartas relacionado ao tema História, Cultura e Tempo, desta forma os alunos aprenderão de forma lúdica as fontes históricas: Oral, visual, escrita e de cultura material. 

Data 26-03-2015





Texto Introdutório: BEBENDO DAS FONTES/Escola Estadual de Ensino Fundamental de Aplicação.

















Texto Introdutório

BEBENDO DAS FONTES


            Ao entrar na sala de aula sabendo que a próxima aula é de História muitos alunos falam que a disciplina é chata por só falar do passado, de velharias. Outros falam que é inútil saber do passado e que o importante é o futuro, mas será que a História realmente é só isso?
            Poucos sabem, mas a História também estuda as permanências que seriam aquilo que mesmo com o passar do tempo, pouco mudou, podendo ser construções, comportamentos e até brincadeiras (como a amarelinha, que se brinca até hoje).

            Estudamos História na sala de aula por livros, mas você sabe o trabalho que o historiador teve para obter tantas informações? O historiador é aquele que investiga fontes históricas para poder assim escrever a história. O que seriam essas fontes históricas? As fontes históricas tratam exatamente dos vestígios deixados pela humanidade na sua trajetória, podendo ser ela escrita (ex.: um jornal antigo, um pergaminho), visuais (ex.: uma foto antiga), orais (ex.: uma música) e material (ex.: uma escultura).


            Para construir a História, o historiador precisa do suporte de profissionais de outras áreas, como o geógrafo, arqueólogo, economista. Com a ajuda desses outros profissionais o historiador pode fazer um apanhado mais completo de informações.

            Se você se pergunta: Mas se só estudamos a história de grandes personagens, apenas eles são importantes para História? Infelizmente no ensino fundamental e médio brasileiro hoje em dia foca-se mais os grandes personagens, mas, vale dizer que todos nós somos sujeitos da História, sem exceção, pois todos nós escrevemos nossa história no decorrer da nossa vida.

Referências:

BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História sociedade & cidadania. Edição reformulada, 6º ano. 2º Edição. São Paulo: FTD, 2012. Pag. 10 - 25.

PLANO DE AULA - Tema: FONTES HISTÓRICAS./Escola Estadual de Ensino Fundamental de Aplicação.

PIBID-Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência.
UEPB-Universidade Estadual da Paraíba.
História 2015
Escola Estadual de Ensino Fundamental de Aplicação
Turma: 6º Ano
Duração: Duas aulas/40 minutos
Professor Supervisor: Raimundo Candido Teixeira Junior
Alunos Bolsistas: Biagio Ítalo Ribeiro Grisi Paiva
                                      Sívyla Sauanny Araújo de Melo
                                      Monyke do Nascimento Crispiniano
                                      Jailson Cavalcante de Andrade
                                      

PLANO DE AULA

1. Tema:
 Fontes históricas. 

2Objetivo geral:
Desenvolver uma reflexão e aprimoramento dos educandos nas definições das fontes históricas, possibilitando uma diferenciação entre as diversas fontes existentes.
3. Objetivos específicos:

·         Possibilitar a fácil compreensão sobre o que é História e o que são fontes históricas.

·         Explicar a classificação das fontes históricas: Fontes de cultura material, visual, auditiva ou escrita.

·          Problematizar quem faz a História nos dias atuais.

 4. Metodologia:
            Os alunos serão orientados a estudarem sobre a temática através do livro didático, e a partir disso serão questionados sobre o que é fonte histórica, quais são as fontes históricas, como é realizado o trabalho do historiador e quem faz a História. Em seguida será realizada a leitura em grupo do texto introdutório ‘História, Cultura e Tempo’. Por fim será aplicada uma atividade pedagógica para fixar o conteúdo aprendido.



5. Recursos didáticos pedagógicos:

Para atingir os objetivos pretendidos utilizar o livro,o quadro negro, o texto introdutório e a apresentação de slides.
 6. Avaliação:
Os alunos serão avaliados de forma contínua, observando sua participação e interação com base na temática ‘História e fontes históricas’, observando também a participação em grupo e o desempenho dos alunos durante a participação no jogo pedagógico de cartas.
 7. Referências:

BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História sociedade & cidadania. Edição reformulada, 6º ano. 2º Edição. São Paulo: FTD, 2012. Pag. 10 - 25.